
OMS declara fim de surto de hantavírus relacionado a cruzeiro M/V Hondius
Redator: Matheus Soares
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, nesta semana, o fim do surto de hantavírus andino (ANDV) relacionado ao navio de cruzeiro M/V Hondius.
Segundo a entidade, a decisão foi tomada após o encerramento do monitoramento de todos os contatos dos pacientes, sem que nenhum novo caso de transmissão fosse registrado.
O surto começou a ser investigado após uma notificação enviada à OMS em 2 de maio de 2026, quando autoridades de saúde relataram casos graves de síndrome respiratória aguda entre passageiros do cruzeiro.
Desde então, equipes médicas acompanharam a evolução dos pacientes e rastrearam pessoas que tiveram contato próximo com os infectados para evitar a propagação do vírus.
Ao todo, foram confirmados 13 casos, incluindo três mortes. Todos os casos estavam relacionados a pessoas que viajaram a bordo do M/V Hondius.
De acordo com a OMS, todos os contatos identificados completaram o período de 42 dias de monitoramento, conforme os protocolos internacionais, sem apresentar novos casos da doença. Para a organização, isso mostra que a cadeia de transmissão foi interrompida e que o surto está oficialmente controlado.
Com isso, a entidade concluiu que o episódio não representa mais uma ameaça à saúde pública e que não há expectativa de novas transmissões relacionadas ao cruzeiro.
O surto de hantavírus a bordo do navio de expedição M/V Hondius mobilizou autoridades de saúde de vários países e a OMS durante quase dois meses. O cruzeiro saiu de Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril, com cerca de 150 passageiros e tripulantes de 23 nacionalidades. Naquele momento, nenhum caso da doença havia sido identificado.
A situação começou a preocupar as autoridades quando alguns passageiros desenvolveram quadros graves de síndrome respiratória aguda durante a viagem. O primeiro óbito foi registrado em 11 de abril. Nos dias seguintes, outros passageiros apresentaram sintomas semelhantes e mais duas mortes foram confirmadas, o que levou ao início de uma investigação internacional.
Exames laboratoriais identificaram o vírus Andes (ANDV), uma variante rara do hantavírus encontrada principalmente na Argentina e no Chile. Essa é a única variante conhecida capaz de permitir transmissão limitada entre pessoas em situações de contato próximo e prolongado.
Com o aumento dos casos, o navio permaneceu sob monitoramento até seguir para Tenerife, na Espanha, onde passageiros e tripulantes passaram por avaliações médicas antes de retornarem aos seus países de origem.
A OMS coordenou a resposta junto com autoridades de dezenas de países, rastreando mais de 650 contatos espalhados por 33 países e territórios para evitar qualquer nova cadeia de transmissão.
Ao longo da investigação, o número de casos confirmados foi aumentando gradualmente. Em maio, um tripulante repatriado para os Países Baixos teve diagnóstico confirmado, elevando o total para 12 infectados. Depois disso, um passageiro de Tristão da Cunha também teve confirmação laboratorial da doença, chegando ao total de 13 casos e três mortes.
Nenhum novo óbito foi registrado após o início da resposta internacional.
Para os cristãos, acontecimentos como esse nos lembram da fragilidade da condição humana e da necessidade de dependermos de Deus diariamente. Em meio às incertezas da vida, somos chamados a orar pelos que sofrem, valorizar o cuidado com o próximo e encontrar esperança naquele que continua sustentando todas as coisas com sua graça e misericórdia.
Salmos 46:1-2
"Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. Portanto, não temeremos, ainda que a terra se transtorne..."